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Entardecer de Estações - Representações de morte, perda e luto

O livro descreve como os modos de morrer são engendrados sócio-historicamente com os modos de viver e apresenta resultados de três investigações empíricas sobre morte, perda e luto. Os autores explanam como mudanças na socialização e na urbanização fazem com que o lugar da morte e dos mortos seja transferido da ritualização em praças públicas, igrejas e lares, para a institucionalização em hospitais, funerárias e cemitérios; e discutem como as ciências da saúde desenvolvem terapêuticas voltadas à luta pela vida “a todo custo”, fazendo com que perda e luto sejam vistos como fracasso e patologia.

As investigações empíricas objetivaram analisar como morte, luto e dor são representados socialmente por profissionais da saúde; examinar obituários e elogios fúnebres como forma de expressão da vivência da perda por parentes e amigos; e verificar como enviuvados, homo e heterossexuais, elaboram o falecimento do cônjuge e vivem o luto.
Os resultados demonstram a relevância das investigações sobre práticas mortuárias, devido à potência dos ritos fúnebres, indicando a necessidade de ressignificação dos papéis de especialistas em saúde, moribundos e familiares na condução da experiência da perda e luto. A revisão do paradigma organicista em vigor parece (aos autores) essencial ao reexame das antinomias saúde versus doença, indivíduo versus sociedade e à ressocialização da morte como experiência de vida.

Nome dos Autores:
Laura Camara Lima
Alexandre Sant'Ana de Brito

Editora: Appris

Áreas de interesse: Morte - aspectos psicológicos, culturais e sanitários
Representações sociais, 

Disciplinas de interesse: psicologia social, psicologia clínica,  história, saúde pública e coletiva, epistemologia, etnologia, direito.

Número de páginas: 205 p.

 

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